SANTIDADE PARA UM NOVO ANO
Estamos no início de um novo ano, e, vez por outra, vemos, ouvimos ou lemos alguém discorrer sobre a Igreja e o contexto em que vive. Livros há que foram escritos sob os mais diversos títulos, como Evangélicos em Crise, A Identidade do Cristão, e outros mais, tentando abordar o problema e a solução para a letargia e até indiferença que solapa grande parte do corpo de Cristo nos dias atuais.
Houve alguma outra época em que motivar a juventude e a Igreja para o evangelismo tenha sido uma tarefa mais árdua do que a própria evangelização? Onde foi parar aquele ardor e a força impulsionadora que transformava pessoas novas-convertidas em fogaréus capazes de extasiar a toda a sociedade ao seu redor? Com lamentos, constatamos que muito dessa força deu lugar ao comodismo e ao sentimento de impotência.
Mas como não existe efeito sem causa, desejo abordar a principal razão desse estado de coisas: a santidade, ou melhor, a falta dela! Bastante esquecido tem sido Romanos 12.1-2: “ROGO-VOS, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”
Ora, o Apóstolo nos admoesta a não deixarmos que o mundo se transforme em nosso modelo. Mas o que vemos, hoje, nada mais é que a nossa conformação a ele, ao seu estilo, procedimentos e pensamentos. Assim é que nos nossos casamentos, adotamos o divórcio como saída possível e honrosa; nos nossos lazeres, não fazemos menção de muita censura no que lemos, vemos ou ouvimos, tudo pela arte - poderia dizer alguém - pois o crente tem que ser culto e conhecer de tudo; na moda - ai de mim, mulheres - bom seria se pudéssemos adotar o estilo pirata e passarmos a usar tapa-olhos, nos dois olhos, inclusive; na conversação, nem tudo que é torpe ou vil tem fugido dos nossos lábios quando, então, induzimos alguém que busca vencer o gigante dos maus pensamentos a baixar o escudo e abrir a guarda para o pecado, pois bem já disse o “Apóstolo dos gentios” que “... as más conversações corrompem os bons costumes.” (I Coríntios 15.33).
Diria, pois, à luz de todos esses fatos, que a Igreja, no Brasil e no mundo, necessita, para os tempos que se aproximam, acima de tudo, de santificação, porque nada há de mais estimulante para a fé de um cristão do que a certeza de estar em perfeita e plena comunhão com Deus, isso vem da santificação. O crente que se santifica, não aceita imundícies, más conversações, maus costumes e muito menos a conformação com as ofertas do mundo. O crente que se santifica, tem a consciência limpa e todas as condições de enfrentar o mundo e seus pecados, bem como aos demônios e suas artimanhas.
O crente que se santifica, não tem medo de ser taxado de careta, quadrado, atrasado e etc. O crente que se santifica, por viver em comunhão plena com Deus, entende a visão divina para o pecador e se preocupa em resgatar as almas perdidas para o reino celeste. O crente que se santifica, nunca será uma árvore sem frutos. Fatalmente, ele será um ceifeiro dedicado e preocupado com a grande obra ainda por fazer, pois “... os ceifeiros são poucos...”.
Outro aspecto fundamental da vida do crente santo é que, a despeito de muitas lutas e perseguições, o sal que ele é produzirá sede nos homens de tal forma que os mesmos desejarão beber da mesma “água da vida” que ele bebe. O crente que se santifica, é uma inspiração para os pecadores cansados do mundo e/ou desejosos de um sentido real e perene para as suas vidas.
Em (Hebreus 12.14) lemos a seguinte declaração: “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor;”. Pois a santidade, além de levar o crente ao céu - o transforma em um luzeiro, para os homens que perecem em meio às trevas.
Moizés Felix de Almeida
Departamento de Casais |
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